Mudar linguagem para Inglês
Mudar linguagem para Espanhol
Mudar linguagem para Português
Busca

Onça Pintada Rio Negro - Daniel de Granville
Pantanal - Roberta Coelho
Jaguatirica - André Seale
Tucano - André Seale
Carcara (Caracara plancus) - Challenging your dreams
Tamandua Pantanal - Daniel de Granville


Artigos

14/12/2009 - 09h14

Compromissos e propostas da indústria sobre mudanças climáticas

 
 

A+

A-

Altera o tamanho da letra

 

O maior desafio da Conferência do Clima (COP 15) de Copenhague é encontrar o ponto de equilíbrio entre a meta do crescimento econômico e a imposição de mitigar as emissões de gases de efeito estufa. Não se pode vislumbrar qualquer solução alheia a esse dualismo, considerando que, em síntese, a humanidade precisar continuar consumindo, respirando e vivendo sob temperaturas adequadas à sua biologia.

 

Tais premissas já delineiam um fator exponencial a ser negociado na Dinamarca: o meio ambiente não deve servir de pretexto para a adoção de medidas protecionistas. Portanto, contrariando especulações veiculadas na imprensa de todo o mundo, é essencial que as políticas internacionais e nacionais sobre mudanças climáticas sejam consentâneas com as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

 

A segunda condição essencial é a necessidade de se estabelecerem condições mínimas para o fomento socioeconômico dos numerosos países, inclusive os emergentes, ainda não incluídos no rol dos desenvolvidos. Desde a 1ª Revolução Industrial, estes prosperaram, ao longo de 259 anos, com base numa economia radicalmente movida a carbono, enriquecendo antes de o mundo atingir limites insustentáveis de poluição. É justo, agora, que a oportunidade de desenvolvimento seja mais equânime.

 

Dessa maneira, ao defender suas posições na COP 15, o Brasil não pode abrir mão de um fluxo duradouro de crescimento econômico. Seus compromissos terão de estabelecer como prioridade a inclusão social e a redução das assimetrias regionais. A capacidade de contribuição do País à melhoria do ambiente e à redução dos gases de efeito estufa é imensa, considerando seu potencial hidrelétrico, suas reservas hídricas e florestais, sua imensa biodiversidade e suas excepcionais condições para a produção de biocombustíveis, em especial o etanol. Tudo isso é estratégico para o advento de uma nova economia ancorada em fontes energéticas limpas e renováveis.

 

Nesse contexto, é inegável o papel primordial da indústria. Por isso, a Fiesp, representante de um dos maiores parques manufatureiros do mundo, reafirma o compromisso de fomentar a economia de baixo carbono nas fábricas. Com esse propósito, a entidade estabeleceu plano de ação voltado a incentivar os distintos segmentos a realizarem inventários de gases de efeito estufa expelidos, visando a diminuir a emissão. Também está previsto o incentivo à transferência de tecnologia de produção limpa às médias, pequenas e microindústrias.

 

A indústria paulista defende, ainda, regulação jurídica nacional que estruture o desenvolvimento e defina a natureza jurídica dos créditos de carbono. A partir dessas referências legais, será possível criar mecanismos de financiamento hoje não encontrados no Brasil. Ademais, é necessário reavaliar o procedimento de aprovação dos projetos, essencialmente no que diz respeito à validação, e reduzir a burocracia agregada internamente ao já muito complexo protocolo criado pela ONU. Esses problemas oneram os custos dos projetos nacionais.

 

No tocante à matriz energética brasileira, a hidrelétrica deve ser mantida como a principal componente, por ser uma das mais limpas. Em caráter complementar, é preciso ampliar o uso de fontes com baixo nível de emissão de carbono, como bagaço de cana-de-açúcar e eólica, reduzindo-se a utilização das térmicas. Outras medidas importantes são o incentivo à eficiência energética e ao consumo racional e a expansão do uso de biocombustíveis no transporte de cargas.

 

Na área de pesquisa e inovação, é preciso incentivar o desenvolvimento do etanol de segunda geração e incrementar a transferência de tecnologias produtivas e de uso dos biocombustiveis oriundas do Brasil. Medida importante é estimular a transferência dos direitos de propriedade intelectual, com a devida proteção e remuneração, facilitando o acesso de países em desenvolvimento a tecnologias que visem a maximizar os esforços globais de mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

 

Como se observa, a indústria é um dos setores protagonistas nessa epopeia em busca de uma civilização com menos contrastes socioeconômicos e vida de melhor qualidade. Para viabilizá-la, é premente que todos façam sua parte e permitam que o diálogo e o entendimento prevaleçam na COP 15.

 

Por Leandro Vieira/ Portal do Meio Ambiente

 

A reprodução integral ou parcial de textos e fotos deste portal somente é permitida com créditos para o autor e link para a página de onde foi transcrito. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial das fotos das galerias sem a autorização prévia dos fotógrafos, os quais estão devidamente creditados nos nomes das galeriasCaso você seja autor de alguma imagem ou texto publicados neste site e deseja remoção ou correção, clique aqui para preencher o formulário de solicitação.


Receba nossa NewsLetter
Name:
E-mail:
Código de segurança:
->

A Bonito Way preparou pacotes para os melhores destinos de ecoturismo do Brasil para quem busca aventura, emoção e contato com a natureza. Reserve +55(67)3255-1046.
Economia garantida pelo Bonito HI! Hostel Inn em 14 anos de tradição! Agendamos passeios! Save Money


Bonito  Rio da Prata  Estancia Mimosa  Lagoa Misteriosa  Mergulho em Bonito
Mergulho Portal de Turismo de Bonito  Licenciamento Ambiental Meio Ambiente Passeios em Bonito Notícias do MS Bonito Brazil Snorkeling
 Pantanal  Blog de Bonito  Blog de Bonito e Pantanal Melhores Hotéis Viagem Pacotes Turísticos Bonito MS Pacotes de Viagens Iguassu Falls Agência Turismo Bonito Lua de Mel Bonito Scuba Diving Brazil Rio de Janeiro Brasil Mergulho em Noronha Gir Leiteiro Cavalo Crioulo
Desenvolvido por Gestão Ativa Sites e SEO