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Desde a última segunda-feira (06), pesquisadores do Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai estão reunidos em Assunção, capital do Paraguai. O objetivo é encontrar caminhos para identificar as áreas mais vulneráveis às mudanças climáticas nos quatro países e elaborar medidas para minimizar os impactos destas alterações em pontos importantes como a Bacia do Rio Paraguai.
O encontro, que termina amanhã (10), é composto de palestras e mesas de debate que abordam entre outros temas, os reflexos do clima na saúde das pessoas.
Trata-se de uma iniciativa do projeto Sinergia, que é financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e gerenciado pelo Centro de Pesquisas do Pantanal - CPP, com sede em Cuiabá.
Pantanal mais quente - A região da Bacia do Rio Paraguai segue a tendência mundial de elevação das temperaturas, devendo ficar mais quente nos próximos anos. É o que garante o pesquisador do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espacial, Gilvan Sampaio.
Conforme explicou o pesquisador, os estudos levam em conta diferentes cenários. “Se a emissão de gases de efeito estufa como o CO2 for alta, a previsão é de que a temperatura aumente em até 4 graus até o ano de 2.100. Se a emissão de gases for pequena, o que é pouco provável, o aumento da temperatura vai ser de no mínimo 2 graus”, calcula.
O aumento parece pouco para os leigos, mas os pesquisadores dizem que vai exigir uma mudança em todas as áreas. “Na agricultura, por exemplo, vai ser necessário desenvolver e utilizar sementes mais resistentes a condições climáticas adversas. Também vai ser preciso mudar a matriz energética, com a busca de fontes alternativas que provoquem menos impactos”, pondera o pesquisador.
Com informações MS Notícias
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